Condenada

fazem comigo o que querem.

arrancam os braços,

me cortam o chão.

me enforcam na cela,

matam na rua,

assaltam minha alma:

perdão?

nunca me dão!

não!

dizem que sou

terna e bela,

me vestem de carmim.

saias rodadas,

verdes,

até parecem velas:

prá me mandar

mais rápido,

prá terra do Fim!

Maria
Enviado por Maria em 21/10/2010
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