OS VELHINHOS

Quando olho os trôpegos velhinhos

Trémulos no andar rumo ao sol-posto,

Lembra-me os caminheiros sozinhos

Com o cansaço estampado no rosto.

Nas noites calmas vigiam, acordados,

O luar que lentamente desaparece

E revivem dos tempos passados

Os sonhos que a mente não esquece.

Solitários nas escuras noites sem sono

Com memória quase esgotada e gasta,

São como folhas caducas no Outono

Perdidos nas recordações primeiras

Com o pesado corpo que se arrasta

Empurrado pelas forças derradeiras...

José Rafael
Enviado por José Rafael em 27/06/2005
Reeditado em 29/10/2005
Código do texto: T28416