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Pela Vida ( a 4 mãos)
(Célia de Lima & Ederson Peka)

Hoje não versarei de esperança,
nem do sorriso da flor,
nem do perfume da criança;
não morrerei de cantar o amor.
(Esse desconhecido que qualquer dia me aprenda!)

E não me fale você também de esperança,
que ensurdeci, ao azedume das balas,
(Deus que me defenda!)
e insandeci no gemido
do som dos terços, das quinas,
das falas, dos choramingos
de meninos e meninas,
dos dias e dons dos domingos.
(E dos sons de carnificina...)

Eu só quero, hoje, e da poesia,
do verso que faço (devaneio...),
o choro do nó e o grito sem laço,
sem melancolia,
ignorante e feio,
sem rodeio,
com veneno,
(revolta no peito incontida!)
tétrico e assimétrico, pelo espaço,
pelo menos, pelo básico, pelo direito:
o direito à vida!

--

Célia de Lima e Ederson Peka
Enviado por Célia de Lima em 12/02/2007
Reeditado em 08/08/2011
Código do texto: T378611
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Célia de Lima
Leopoldina - Minas Gerais - Brasil, 52 anos
121 textos (12236 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/09/20 04:45)
Célia de Lima