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Alfarrábios da Dor

É meia noite!
resta "pútrefa" sobre o leito
a dor que fere o peito.

Lacerada e ulcerada
regurgita o que ao estômago
se achega.

É escorreito o pensamento
que bruto se alquebra
com o leito farto de dor.

Para quê tudo isso?

Sem base e entricheirada
se aquedou em nome da cria
e da luz da pura ilusão.

Restou ao filamento,
ao canto e recanto
que úmido, aos cílios,se acumulou

Fundou rios e mares
quando do peito arrancou
os últimos alfarrábios da dor.

O que fazer neste mundo impreciso
se seus olhos
não verão mais seus sorrisos?


Em homenagem à Mãe de João Hélio, morto no Rio de Janeiro
Paulo Araújo de Lima
Enviado por Paulo Araújo de Lima em 23/02/2007
Reeditado em 24/02/2007
Código do texto: T390317
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Araújo de Lima
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
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Paulo Araújo de Lima