AGONIA

A nave vai subir

veja la fora

voce pode sentir

mas ainda ignora

a mao pedinte da calcada

da face subjulgada

do chorar ao sorrir.

Elos quebrados

de correntes imaginarias

bocas com fome

crianca sem nome

mortes arbitrarias

sal na ferida

sol queimando labios

e gemidos em madrugadas ordinarias.

Intestinos atrofiados

ouvidos amestrados

sangue a espera da lamina

para fugir de corpos torturados

Pratos quebrados

dedos tremulos no desespero

olhar de alma morta

insipido, sem tempero

esquizofrenia batendo a porta

a procura do exagero.

Conta-gotas

relogio de areia

dorme...sonha com a ceia

o dia arrasta

a morte rodeia

e o ceu ainda e azul.

O martelo desceu em seu dedo

alimentou o grito

saciou o medo

voce agora tem a dor

e seja como for

tente acordar mais cedo.

Eddie Freitas
Enviado por Eddie Freitas em 16/06/2007
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