Vergonha Quântica

Se as águas salgadas pacíficas e atlânticas,

Tivessem o direito a um minuto à tribuna;

Mencionariam o número de mortes dântica

Ou esconderiam com vergonha quântica?

Mesmo não levando consigo tamanha culpa,

As águas contorcem seus músculos e nervos,

Triste, aborrecida, se põe a pedir desculpas

Com um pesar elefântico que nem me atrevo.

A guerra ainda continua no céu e pelo céu,

Cada um deseja um céu perfeito só para si

Lançam com força e ira provocando escarcéu.

Devorando culpados e inocentes, culpando

Águas frias, águas mornas e mais calientes ,

Águas doces, salgadas, calmas e potentes.

Lindalva
Enviado por Lindalva em 17/03/2017
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