O Brasil em oximoro





Saudades do amor

Da minha pátria com todas as cores;

Que vivia sem medo do vermelho entre flores.


Saudades da luta pelos párias

Do combate à fome, do “sim” para vida

Sem clichês dos parvos:

Panegírico, hoje, da  velha nova Rebúplica. 



Saudades dos sonhos

Que hoje acabamos a salvas de tiros

Enquanto das favelas ainda

Escuto os gritos  dos oprimidos.



Saudades da cultura indígena

Quer será novamente disseminada

Por outros “Cabrals” e “Cortezes”

Que, hipócritas, matarão novamente

Em nome da pátria solene.



Saudades de viver sem paradoxos

Cantarolando esperanças brasílicas

Ao empurrão dos ventos dos trópicos

Com amor, paz, que dispensavam ódios.









 
gbbenfica
Enviado por gbbenfica em 04/01/2019
Reeditado em 04/01/2019
Código do texto: T6542479
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