Sala Vazia?

O que vejo ao meu redor?

Retalhos humanos ou fragmentos mascarados de “perfeição” entretido com a tecnologia da era digital?

Observo:

- Um senhor de meia idade, pele enrugada e coração grande...

- Uma mãe preste a dá à luz dum filho encolhido em um útero que virá ao mundo em tempo de guerra: pandemia, Covid 19;

- Um diamante negro em busca de aconchego;

- Uma sábia negra de poucas palavras e olhar firma;

- Uma religiosa fariseia de pele alva e conduta cristalizada;

- Uma viúva meiga, carinhosa, romântica e amável... cheia de vida...

- Um político sonhador que busca a gestão da Mina Grande desorganizada;

- Uma dorminhoca que aprova o bem...

- Uma mãezona, acolhedora e generosa...

- Uma luz fofa que enche o lugar de riso e gosta de um topete, ksksksksk

- Uma tagarela humilde que busca um corpo perfeito;

- Uma mulher pesada e sem humor, numa atmosfera de indagações...

- Uma poetisa rotulada de um longínquo lugar, terra da garoa... Porém, há uma promessa para aquele pobre mulher ferida...

Enfim! Uma sala vazia de pessoas ansiosas...

O medo da morte!

O medo da velhice!

O medo do nada!

Abre-se a porta...

Um encantador de cabelos grisalhos aperta o botão!

Uma charmosa senhora Henriques entrega as listas...

Fila indiana...

Fim do Jogo!

Em direção ao campo de batalha!

Meire Cavalcante
Enviado por Meire Cavalcante em 04/11/2022
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