ANÔNIMOS

Sob o sepulcro meu corpo adormece

E, em derredor, outros estão a putrefar,

O que um dia foi belo hoje é paladar

Para gnoses vermes dessa quermesse.

Com o passar do tempo serei só ossos,

Mas minha memória ficará tão intacta

Que além das horas será a concordata

Esperando a morte morrer de remorsos.

Aquém vislumbrarei o mundo perverso

Que somente é fagulha de um universo

Em que se respira mal para viver o bem...

Longitude é um ponto distante demais

Onde sobrevivem as pessoas ancestrais

Que deixaram a vida, agora são ninguém!

DE Ivan de Oliveira Melo

Ivan Melo
Enviado por Ivan Melo em 29/01/2019
Código do texto: T6561906
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