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Puta que sou

Quando vim ao mundo
Eu não vim pra competir.
Vim me exibir,
transgredir,
me despir.
NUA estou...Vejam.
Eu sou uma bela de uma puta.
Puta que ama,
que mama e como vocês bem sabem, apanha.
Não é assim que fazem?
Nos calam,
nos violam,
Invisibilizam, meu ser.
Porém,gritei..e não parei.
Comecei a me tocar,
Então concluí:Quero gozar...
do meu direito de ser.
A Rapariga aprendeu a sentar, e estudar.
Para mais uma (nas estatísticas) não virar.
Sem um puto no bolso, rica sou.
-De PALA VRÃO.
Vivem a me julgar, sem ao menos me olhar.
- Por dentro, por favor.
Basta!Não sou mero monumento,
muito menos instrumento de fetiche e prazer.
Pagam pau pra mim, e ainda me devem uma buceta.
Além de me oprimir, ainda me chamam de princesa.
Sabem muito bem subjugar,
vou mandar tudo se catar,
enfiar em outro lugar
 esse papinho de proteção
Por que quem realmente protege,
nunca precisou levantar a mão.  
Bruna Peralta
Enviado por Bruna Peralta em 08/02/2019
Código do texto: T6570220
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Bruna Peralta
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 23 anos
1 textos (97 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/11/19 14:26)
Bruna Peralta