NO SILÊNCIO DE UMA CASA

Passando pela “casa dos mortos”,

Silêncio que um uivo arrepia

Era noite era só o final do dia.

Desconheço quem ali “dormia”,

Mas percebi que era apenas uma “morada”,

De uma “carcaça” vazia.

Era triste a ausência da alma

Era escuro e só o vento “falava”.

Um cão lá dentro, esquecido,

Uivava como um lobo enfurecido

Ali seu dono adormecido.

A cova guardava o pó,

Mas no coração de quem ficou,

A lembrança que eternizou

A vida do corpo que ali pairou.

É no esperar das minhocas

Que se fazem as trocas

De carinho,

Pois ali naquele “ninho”

Nem um cantar de passarinho

É “entoado”.

Que os dias vividos

Não nos faça esquecidos

Quando a nossa boca calar

Naquele lugar.

Ênio Azevedo

Luciênio Lindoso
Enviado por Luciênio Lindoso em 14/08/2020
Reeditado em 14/08/2020
Código do texto: T7035395
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