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Des-morfo-lo-gia

A minha obsessão
Me mantém atrelado a ti
Dita-me febrilmente, é amor
Eu discordo, porém o aceito

Satisfaça tua vontade no blefe
O amor enfadonho e mal falado
O altar recriado aos teus cuidados
Garante-me espelhos e rosas sem espinhos

O culto que cultua frases curtas
Um deus no diminutivo da matéria
Materializado nas joias que compões
A pele que se faz sorte à viúva

Desencarnado em prazeres
Me use, como quiseres
Me ouse nos teus desejos
Me admita pólvora fugaz

Ponha tua criação em meus lábios
Como minha composição própria
Lhe servindo de álibi, costurando minha culpa
Em um julgamento ao céu da boca

A vantagem e a busca do mundano
Disputa entre porcos
O entretenimento ante a lavagem
Um filho em mim, a vontade e nós

Inverte-se o conflito
Eu homem e filho
Me alimento dos pedaços
De um deus passado e pai

O que vês em meu mantra subversão?
O cravo e sua estética,
O impasse do concretismo,
Ou a espiral do descontentamento?
Pierrot Ruivo
Enviado por Pierrot Ruivo em 11/06/2021
Código do texto: T7276128
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Pierrot Ruivo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
11 textos (62 leituras)
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Pierrot Ruivo