Salvador da Pátria


Nem tudo está perdido,
Joaquim José.
Ainda persiste a esperança
de seu povo,
Que mesmo desiludido, vilipendiado,
a defende com unhas e dentes,
a sangue, a ferro e fogo.
Debaixo de viadutos,
dependurado em favelas verticais,
amontoados em dois ou três cômodos.
Ela, a esperança,
é hidratada com lágrimas,
azeitada com suor
e alimentada com fé.
Em passeatas e procissões.
Em bandeiras desfraldadas
por gritos de guerra.
A esperança,
estará sempre nos corações desse povo,
que de quatro em quatro anos
espera a chegada de um salvador da pátria.



Imagem: "Tiradentes em missão nos sertões proibidos" - tela de Fânia Ramos de Araujo - Museu Histórico Rio Novo.


Ly Sabas
Enviado por Ly Sabas em 20/04/2007
Reeditado em 13/07/2009
Código do texto: T456741
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