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O SONHO DE UM NORDESTE MELHOR

Nenhum de nós nasceu grande, mas o pequeno bastante,
pra sonhar como gigantes, só nós pequeninos sabemos.
Nossa terra tem talentos, que encantam sabiás,
as aves que aqui gorjeiam, Deus permite que as soltemos.

A vontade de querer é maior do que o poder.
O querer acorda cedo, o poder dorme e não sente.
A chuva de humilhação que a seca traz no seu ventre,
enche o poder de orgulho e manda que o povo agüente.

Às vezes a água limpa, fica suja ao por do sol,
turva o nosso otimismo, pois nos fulge o preconceito:
- De que o nordeste é um monstro, doente e sem remédio.
E no meio esse tédio não tem forma, mas tem jeito.

O nordeste é maravilha e tem seu povo gentil,
às vezes vai mal das pernas, mesmo assim é produtivo.
Mas com a tal de bolsa renda, que só ajuda a preguiça,
A cachaça dos botecos, torna o bar mais atrativo.

Acorda “Senhor das armas”, representante do povo!
Senão os “Senhor das urnas” vai ficar impaciente.
Deixe a tal demagogia e trabalhe com respeito,
pois sua corrupção vai matando a nossa gente.

Ninguém quer ficar parado, é bom andar num bom rumo,
nos caminhos mais distantes, a seca vai apertando.
Na campanha do destino, com voto bianual,
na urna de um curral, tem carro pipa votando.

Perguntamos, e as reformas, que nunca chegam ao pobres?
E os benefícios fiscais, que no nordeste se espera?
Onde estão aqueles santos que pregavam austeridade?
Será que se forem pro inferno, ainda esperam quimera?

A Nação ouviu dizer, que o Brasil é nordestino,
por aí se fala “oxente!”, é “baitôla” e “seu bichinho!”.
Hoje até um “cabra-da-peste” virou “candango em Brasília”,
por isso nosso nordeste merecia mais carinho.

Querer mais exportação da indústria é nosso sonho,
aumentar a produção, desafia este momento.
Um produto em expansão é o óleo de peroba,
pra passar em certas caras, sem nenhum constrangimento.

Sertão chamado deserto, no nordeste do Brasil,
o sol mora e traz poeira, numa triste aliança.
O medo de ser tão bom, da pessoa que acredita,
é depois desiludida, ficar cega de esperança.

Ou o chão é quente é seco, ou o pé d`água afoga,
o turista se empolga, e a aurora vem e vai.
Num sol lindo pó de seca, o sertanejo vai embora,
sua família toda chora, e os sem mãe ficam sem pai.

Êta o sertão nordeste castiga a gente,
e na baia quente há um cavalo triste,
assando na fogueira como ferro em brasa,
no chão de uma terra, onde o amor existe.

Como Zorba o Grego nunca quis ser alemão;
Nem um sofá de pele nunca quis virar colchão;
Como a vaca louca não ficou lá do Japão....
Não existe um Brasil puro, que não seja o do sertão.

Até sonho com um nordeste sem violência e feliz,
Eu dou zero pra essa fome, num programa inocente.
Não deu certo e virou um pesadelo sem glória,
Esperando uma nova história, mas num nordeste decente.

O Brasil tem Faraó, não é Nabuco nem donosor,
que prometeu na campanha transpor sangue e diz que é sobra.
Os jardins da Babilônia nunca mataram uma sede.
O povo fica sem rede e a empreiteira espera a obra.

Sonho com um grande Pais, que tem nome de Brasil,
Sonho com nossa região, plena de felicidade.
Sonho com novo futuro, que nos dará de presente,
uma nova realidade, que se chama dignidade.

Então, pode ser melhor? Claro, é só cantar no tom certo!
Que o SOL da Solidariedade seja uma grande REnovação;
Que uma bonita SInfonia ajude a FAcilitar a sorte;
E que apareçae DOador, que acabe a LAmentação.

Termino sem ter final, pois essa história é sem fim,
é o começo do meio, com um fim de refletir,
sobre a esperança e o respeito dos políticos com o Nordeste,
e quem sabe desse sonho, acordemos a sorrir.
 
A ESPERANÇA NÃO PODE MORRER, PARA QUE A DIGNIDADE POSSA VIVER!
(Poema vencedor de concurso CaixaPrev-2009
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 30/04/2019
Reeditado em 14/06/2019
Código do texto: T6636156
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
João Bosco do Nordeste
Feira de Santana - Bahia - Brasil
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João Bosco do Nordeste

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