EM TEMPO

De tudo, quero o apenas tê-la, como se fora a última gota d’água

Sede do pecado mais inquieto, alma por alma, no palco da vida

Quando o pano sobe e o limite da lógica se abre ao como se vê

Da hora do desejo expressa, mágica dança de um sentido inequívoco

Pelas veredas mais ocultas, fonte do suor que tange as madrugadas

Quando o narrar do momento é como um céu exangue que se desnuda e veste

Nosso chão com o fogo das coordenadas selvagens, esse imaginário

Em que somos o instinto dado pelo prato preparado de nós mesmos

Miguel Eduardo Gonçalves
Enviado por Miguel Eduardo Gonçalves em 04/10/2015
Código do texto: T5404492
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