Lembranças

Nossas coisas são todas as mesmas.

Mesma fragrância, flores iguais, mesmo luar.

O espelho refletia a cor verde do teu olhar.

O antigo sorriso, a antiga expressão

de querer nunca parar.

Em teu semblante, a serenidade,

paz sonhada em meu leito distante.

Água quente, óleos e sais, brilho de lua.

Um espaço minando da janela

cascata a nos filmar

Deito então minhas mãos

espontâneas em tua direção,

desígnio supremo

de te afagar.

Mergulho teus olhos, sedentos de amar.

E era tão grande a saudade naquela canção,

nosso solo rouco de violão,

que aos poucos e completamente loucos

fomos nos desfazendo,

feitos estrelas lívidas esmaecendo.

Entregues feitos as ondas

que percorrem dóceis a areia.

Andrea Cristina Lopes - Curitiba/Paraná

AndreaCristina Lopes
Enviado por AndreaCristina Lopes em 10/04/2005
Reeditado em 23/11/2010
Código do texto: T10565
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