Poema para um Amor – XI

Deambula a nostalgia

Estendida sobre o cair da tarde

O olhar a desafiar o infinito

Ignorando a razão e o desatino

Céu e precipício agasalhando-me o peito

No coração, o nublado do dia

Suspenso entre o sonho e a dor

A ausência abraçando o vazio

E este amor invisível aos olhos teus

Calando-me na imensidão da tua falta

Não existem palavras possíveis

Quando me refugio em tua saudade

Em meio ao imperativo do desejo

Que se deita em meus lábios

É a memória dos teus beijos

Que descobre o silêncio da minha boca

© Fernanda Guimarães

www.fernandaguimaraes.com.br

Fernanda Guimarães
Enviado por Fernanda Guimarães em 05/02/2006
Reeditado em 25/08/2008
Código do texto: T108141