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Sob a ponte de minha existência
Corre um rio sem fim.
Com amplas margens de saudades
E um pé de tristeza carmesim

Recostado ao para-peito imaginário
Olhar frouxo no além desconhecido
Borbulha o meu coração desalentado
Pervertido de aflição esmorecido...

As águas barrentas do Rio Velho
Que desce cambaleante de incerteza
Carregam em seu dorso minhas lágrimas
Como flores que perderam a beleza

Imóvel no limiar do Ser-Não-Ser
Já não quero mais voltar, nem prosseguir.

Como o veleiro numa noite atormentada
Passar, desexistir, ver outras margens.

José Mattos
Enviado por José Mattos em 23/02/2006
Reeditado em 24/02/2006
Código do texto: T115418


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Sobre o autor
José Mattos
Santa Rita do Pardo - Mato Grosso do Sul - Brasil, 56 anos
54 textos (2924 leituras)
1 e-livros (53 leituras)
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José Mattos