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ERUDITO DE ARAQUE


Com que palavra eu começo ?
Já sei. Vou abrir o dicionário
1, 2, 3 e pimba !... essa daqui :
Essa palavra, não !... essa, até eu conheço.
Prá rimar com dicionario. Pronto: Visionário.
Isso é palavra bonita.

Hoje, eu vou arrebentar
Quero escrever diferente
Parecer bem sapiente.
Escolher palavras difíceis
Daquelas que ninguém sabe
E daí, se no verso nem cabe.
Eu quero é parecer erudito
Também, com o Aurélio do lado
O meu “pai dos burros” amado.

Vamos ver como ficou a poesia:

A luzerna zodiacal
Bailando no seticórneo
Em mares de undiflavas
Num modernismo perineal
Trazia espectros paleiformes
Rasgava insóbrios tormentos.

E num ranger de literatice
Pernicioso açoite moral
Ritidoma de vegetais prenhes
Como o perígino da assunção

Lança-te fora, histoma !
Caia de bruços, mioma !
Cala-te, isópata cruel !

(Acho que ficou demais!... não vão entender nada, e vou parecer culto e erudito. A droga é se perguntarem o que significa... aí, vou ter que pegar o Aurélio de novo. )

Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 02/03/2006
Código do texto: T117772


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Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Dionisio Teles