Uma Rosa Escarlate

Eu vejo pelo teu sangrar solferino,

Formasse uma linda rosa escarlate

Como uma rainha, de movimentos divinos,

Dando ao meu suposto rei, um xeque-mate...

~

Impedindo-me de me movimentar,

Pois fui vencido pela cilada de teu jogo

Que me pôs no seu fogo a queimar,

Incendiado por sua rosa de fogo...

~

É a rosa escarlate, afastando ânimos revés,

Formando-se mulher sobre a minha cama,

Fazendo tremular sua flâmula no meu convés,

E agitando meu mar, como procela profana...

~

Agora digo que há perfume até nos seus lábios,

E na ponta da língua há prazeres escondidos

Então sigo escrevendo em meus alfarrábios,

Estes detalhes que não podem ser esquecidos...

~

Detalhes como a tua tatuagem de beija-flor,

Que acende aos meus desejos de menino

Fazendo-me enxergar a cor do teu amor,

Em tons vermelhos...Escarlates...Solferinos!

~

Então quero que entenda, no meu olhar azul,

Que há o seu reflexo, como um brilho no mar

Tendo a certeza, nos caminhos de norte a sul,

Que eternamente, eu irei te amar...

~

E assim, nunca dirás que eu te esqueço,

Pois está presente no vermelho desta flor

Saiba que por você, sempre volto ao começo,

Pois é sempre bom, reviver o nosso amor...

~

Retirando seu vestido, com mil malícias,

Para sentir a tua pele cor de chocolate

E provando de todas suas delícias,

Simbolizadas por essa rosa escarlate..

Marco Ramos
Enviado por Marco Ramos em 23/09/2008
Código do texto: T1192377
Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.