Bloody roses

Sangra meu peito.

Chora meu coração

tão cálido e fraco.

Tua frieza me dói

como a hostilidade de meus inimigos tão queridos.

Uma lágrima, outrora escondida,

nasce em meus olhos

como em minha mente

o medo de perder-te.

Sei do que tu dizes

e entendo teu cantar,

mas longe de ti sou seco

e não sinto o calor do sol

a tocar minha face bêbada.

São aquelas flores

mortas em teu quarto.

Suas pétalas negras

e seus espinhos cegando-me,

à noite.

Falta tua luz

e teu calor, entenda(!)

Minha calma não há,

pois é contigo que sou limpo.

Minha alma se desfaz com tua incerteza

medonha e ríspida.

Como teu olhar de frieza,

ou tuas mãos suadas;

meus olhos encharcados de lágrimas tão sinceras.

Raul Furiatti Moreira
Enviado por Raul Furiatti Moreira em 23/10/2008
Reeditado em 21/11/2008
Código do texto: T1243526
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