Vestigios...

Trancafiada, mais protegida,

Acha-se minha alma.

Encarcerada, escondida,

Das mazelas dessa vida,

Tolerante e conformada.

Achava comum ser escrava,

Do medo acorrentada.

Presa que estava,

Na torre da realidade,

Prisioneira da razão,

Sem permitir liberdade ao meu coração.

Como algoz de mim mesma.

Olhando a fogueira do Olimpo,

Fagulhas queimaram meu corpo,

E eu gritava,mais não era dor,

O que me dilacerava o ser,

Era querer viver um grande amor.

Enfim, de meus desejos contidos, escrava.

Liberta fui por tuas palavras,

Por tua pena,

Por tuas descritas cenas...

Excitada e apaixonada.

Condenada estou como Prometeu,

Ao martírio eterno dos abutres.

Que por meus fracassados sonhos,

Se faz representar.

Mais sem medo nenhum,

Valeu a máxima pena pelo texto lido,

A pena foi eternizada...

Teu fogo roubei das linhas,

E doando para minhas próprias,

Com a certeza de quem incendeia mentes e corpos,

De homens, quem sabe mulheres,

Não limites para o fogo da paixão.

Meu poeta sonhador,

Libertou-me dos grilhões do preconceito,

E hoje, alisando meu corpo em frente ao espelho,

Liberto o desejo e me levo à loucura,

Pensando em você...

A resposta a tuas imagens,

Divinas e deliciosas bobagens.

Sucumbo ofegante as lágrimas,

E refaço as linhas com rios de larvas,

Que correm do meu corpo excitado e apaixonado.

Vulva encharcada,

De desejo e saudades,

Faço amor comigo,

Me imaginando contigo.

Observadora
Enviado por Observadora em 27/03/2006
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