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Como você quis.


Já não há luares nas alças dos meus olhos
ou humildade em meus desejos singelos.
Aprendi a amá-lo furiosamente, sem clemência.

Compreendi sua loucura de não transpor o hoje
e vivo pequeno trajeto ontem
nos bordéis dos seus pensamentos de agora.

Acalme sua vontade na calça
e ajeite a postura adequada ao seu medo,
passei do clímax, segue-me seu prazer e sou má.

Poderia ter herdado minha carência,
inusitada ingenuidade e paixão sincera,
tonto só alcançou minha ironia.

Não assuste se nos gemidos pareço louca,
sou fêmea, corpo em febre, suave dama,
puta que nunca terá mesmo que implore.

Nosso tempo de fantasias estacionou,
aqueça-me a carne e nada mais.
Tudo de mim reside no futuro

onde você não permanece,
é objeto e divertimento.
Pagamento a todo amor que um dia foi seu.
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 22/11/2008
Código do texto: T1298109

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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 47 anos
177 textos (8918 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/08/20 08:38)
Eliane Alcântara