Dinamismo Estagnado

Tem o ritmo

do sexo.

O balanço

do prazer.

Tem swing,

tem tesão,

tem meu ser,

meu coração.

Eterno som hipnótico

sondando asas de Ícaro

e derrubando lágrimas

incandescentes dos sóis

de dezembro.

Oásis, iglus,

e mentiras no devaneio

contadas por bocas,

palavras malditas;

garotas Malfaladas

Que coisa é isso?

que me distrai, me leva,

me balança e traz

de fronte à retina

coisas de cabeças

femininas.

É uma música

repetitiva e sempre

presente no nunca

ocorrido em passados

tão presentes;

futuramente serei o deus

de mim mesmo.

Somos deuses, colegas!

Somos toda a fala

de tudo, do mundo

e do momento que vivemos.

Novo, lúgubre

e libidinosos.

Rosas do mal

a exalar perfumes

desconhecidos

de temerosa e presente

sonolência nos anais

da literatura rejeitada.

Tem cadência, indolência.

Tem ciência e incoerência.

Vem do fluxo

sem controle como

o progresso destoado

de dissonantes solos

de usinas,

como os acordes

de Jimmy Page.

Tem dor,

prazer

e o saber

mais errôneo

das escolas mal pagas

de mendigos

ditos professores.

É o cantar dos

sábios que estão marginais,

e o calar dos asnos

que se enquadram

na vanguarda antepassada.

Raul Furiatti Moreira
Enviado por Raul Furiatti Moreira em 24/11/2008
Código do texto: T1300866
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