Rotinas

Entre as gavetas viciadas,

Nas marcas tantas, nas infinitas

Cartas amareladas, no silêncio

Da prece que fazíamos,

Soam as doze badaladas.

No perigoso silêncio de uma lágrima,

Ao cuidar dos vasos, flores de você.

As paredes cálidas, falam você.

Saudade, oposto de nós.

Solidão, dor atroz.

No sacro silêncio de uma lágrima

Soam as doze badaladas,

Em acordes rítmicos, uma após uma, após...

Soam as doze badaladas,

No perigoso silêncio de uma lágrima

Que cai eternizada, calando minha voz.

Tonho França.

Tonho França
Enviado por Tonho França em 03/04/2006
Código do texto: T133021