NUA E VULNERÁVEL...

Nua, muito frágil e vulnerável,

como débil lagosta

que perdeu sua crosta,

assim eu estou…

Da crosta, pouco restou.

Fiquei carente,

e dependente

dos caprichos do imponderável!

Talvez eu sinta irrecuperável

a perda daquela crosta.

que me deixa tão exposta…

tal como sou!

A minha debilidade não passou.

Preciso de invólucro novo,

mas nisso não me envolvo…

Para disfarçar do meu ser a nudez,

oculto-me numa ostensiva mudez…

Escondo sensações e sentimentos.

Sufoco gritos, dores e tormentos.

Silente, refugio-me no mutismo…

Será que repudio assim o hedonismo?...

HELENA BANDEIRA
Enviado por HELENA BANDEIRA em 03/04/2006
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