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Vidraça

Seu fraco reflexo espatifou a vidraça dos meus olhos
Os cacos remendados fingiram fugir desesperados
A falsidade é tamanha
Que eu até perdou a tua discrepância
Por quê é inocente o teu remorso
É comovente a riqueza da mágoa
Como é água o que eu choro
Como é frouxo o meu ódio
A lembrança que realmente foi só uma lembrança
Ficou no pântano salgado do teu retalhado amor
Minha força petrificou a carapaça da saudade
Como é dura
Como é burra a tua indiferença
Exalava assim o cheiro das rosas nas vísceras da solidão

Luyzla Garrido
Enviado por Luyzla Garrido em 04/04/2006
Reeditado em 04/04/2006
Código do texto: T133648

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Sobre a autora
Luyzla Garrido
São Luís - Maranhão - Brasil, 34 anos
25 textos (1276 leituras)
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Luyzla Garrido