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Um breve não

Que não mais se cante
melodramas, angústias e desencontros do amor.
Que se não inculpe o amor,
com as incongruências e menoridades
de nós próprios.
Não façamos de inexpugnável forte
o amor,
ele que a ser vida ,
detêm a diamantina dureza e a clara
e imponderável subtileza da brisa.
Ele que a ser tudo
magnificanos na ascese almejada.
Não, não vulgarizem de todo,
não profanem por caprichos vãos,
palavra e sentido
do verbo amar.
Aceitemos, com a dor apropriada
a nossa simples incapacidade,
a nossa não idade do amor.
Cresceremos num dia ainda indefenido,
seremos maiores,
seremos capazes, seremos fortes.
Hospitaleiros e hóspedes da plenitude do amor.
Vitoriosos humildes ou épicos derrotados do amor,
mas nunca vulgares artífices
da palavra e do sentir amor.
Dionísio Dinis
Enviado por Dionísio Dinis em 10/04/2006
Código do texto: T136947


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Sobre o autor
Dionísio Dinis
Portugal, 58 anos
126 textos (5473 leituras)
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Dionísio Dinis