Ó Meu Tormento

Quando hei de ti me esquecer?

Neste tormento bem, de te amar,

Já é a causa deste vício se perder,

Sem um tropeço pra poder me levantar!

E à janela vejo o passado se erguer,

Das cinzas, à nevoa do luar,

É quando digo: ah! cadê você?

Essa amada que vem me atormentar...

Já não acordam as rosas do jardim,

E não adormesse mais o meu passado,

É como o ouro feito de carmim...

E este passado heis tão malfadado,

De um amor que bem parece não ter fim,

Ora, só tens a dor por tê-la amado!

Hilton Luzz
Enviado por Hilton Luzz em 22/04/2006
Reeditado em 25/04/2008
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