Astuto Amante

Quero-te,

tua vadia,

nua e crua!

Quero estar dentro e fora,

a rasgar a carne

macia e delgada,

de tua doce vagina molhada.

Quero-me em ti,

como a nau

que carrega o navio.

Em tua chaga cristã

meu cajado pagão.

Enterrar-te-ei como um touro,

de ódios e sedes

por sua vaca (M)mimosa.

Mimosas, tuas tetas

em meus dentes,

lábios e olhos.

Cego de desejo,

morto de cansaços;

ressuscitado em teus cachos.

Ó, que lábios róseos

que me sorriem

e me beijam;

no toque profundo

do grelo alucinado.

Tua boca em minha,

em mim e no meu...

todo teu.

De fronte ao maestro,

danças-te, Safada.

De quatro pelo Deus,

que dominas e que fazes gemer.

No colo, como o fantoche,

a versar mentiras

de um amor tão alienígena.

Pois, que se faça a hora!

Da quase Morte;

do orgasmo.

Venha tarde,

não se aprece.

(De prazer,

tu me enlouqueces!)

Estou dentro e fora.

Absorto e absoluto.

Solto em teu pranto.

Preso em teu suor

que, em clãs de ondas claras,

faz brotar teu tremular,

teus espasmos,

e meu gemido mais astuto.

Raul Furiatti Moreira
Enviado por Raul Furiatti Moreira em 18/02/2009
Código do texto: T1445559
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