Meu besterol


O mal educado


Não gosto de palavrões
Mesmo não sendo proibidos
Não passa de aberrações
Hábitos por nos adquiridos

Palavrões estão sobrando
Nos lábios do mal educado
Por onde ele vai passando
Todo o mundo e xingado

Se ele anda num carro bonito
Ai mesmo que fica assanhado
Ele grita mais que um cabrito
Pra mostrar seu carro importado

Pisa fundo no acelerador
No asfalto faz o pneu cantar
Sem respeitar aquele Senhor
Na beira da rua querendo passar

É bom ver gente educada
Coisa rara no nosso dia a dia
Até mesmo nas calçadas
Onde nossa vida e só correria

Naquele corre-corre danado
De repente o grito de pega ladrão
Um velhinho ao ser derrubado
Furioso ele solta um palavrão

Mão leve

Alguém lhe estendeu a mão
O velhinho aceita sem recusar
Olhou sua carteira no chão
Que o ladrão não pôde levar

Sua carteira o velho juntou
Foi logo guardando no bolso
Junto à carteira que roubou
Ao ser ajudado por aquele moço

Ao se dar conta o moço dizia
Este velhinho e um baita safado
Só que a carteira estava vazia
Ali eu levo apenas papel dobrado

O meu dinheiro esta neste bolso
A carteira eu uso apenas pra enganar
Fiquei com pena daquele moço
Que o velhinho acabou de roubar

Levou a carteira e o dinheiro
Deixando o moço de bolso vazio
O velho foi rápido e rasteiro
Deixando o pobre a ver navio


Laguna dos Patos: 24 / 03 / 2009



Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 24/03/2009
Código do texto: T1504151
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