Circo

Abrem-se as cortinas:

Por debaixo desta lona,

Atributos gentis.

A corda bamba de trapezistas sorridentes,

Um leão dócil,

A zombaria de um palhaço triste,

Um brilho que surge indiferente ao saltitar da doce bailarina.

[...]

Fecham-se as cortinas:

Vestidos de ilusão ao cair da luz.

Aplausos no vácuo da solidão,

Eis o circo, o calor, a indecisão.

Brilhos falsos no espelho das mãos

O Sol de um luar, por que não?

Era a mesma paixão,

O circo, o amor, a imensidão.

YIFS
Enviado por YIFS em 06/06/2009
Código do texto: T1634485
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