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Pérola Branca, Oceanos Negros

Pérola Branca, Oceanos Negros

Nascido e criado pelo mar, tímido porém orgulhoso,
Aprendi a ficar longe da multidão
Em minha casa, meu farol...
101 passos ao redor e ao redor
Véspera de Ano Novo, uma noite na cidade
Pode mudar uma vida para a eternidade...

Tudo que eu podia ver, os olhos dela,
Nós fomos pegos pelo momento, tudo da noite
Ficando para além de todos os limites,
Em silêncio deixando-os todos para trás

Ela encontrou uma embarcação, para a noite seguinte,
A cidade, para ela, estava ficando muito pequena
Ela prometeu ser minha
Para sempre, ... por toda aquela noite...

Momentos, paixão, pequenas derrotas
Emoções ocultas, encontradas em mim
"Você deu vidade para o meu novo eu..."

Atravessando os gélidos campos,
A primeira hora da luz da manhã
Aquecido pela chama interna,
A lembrança restada da última noite

Eu nunca tive chance para parar o que me atingiu...
O que quebrou meus ossos e me feriu...
Depois de horas de profundo, relutante sono... Em um abrigo frio
Caído de volta na escuridão, e as horas do dia passaram...

Um pesadelo me acordou, luz piscante!
Não há guia, barcos cegos na noite
Ó sangue vermelho, Lua corroa a noite

Escuridão cubra minha alma solitária,
Ninguém para alimentar a moribunda luz...

Bom dia, péssimo dia,
Eu rezei para a luz ter iluminado o mar ao invés de mim...
Para as embarcações da noite,
 “Por favor, diga-me que tudo está bem...”

Minha voz na sala quebrou o silêncio,
Todos me matavam com seus olhos...
O que eu estava para ouvir fizeram as pessoas chorarem,
Impossível para eu segurar as lágrimas

 “Todos a bordo do Pérola Branca morreram,
Recifes da costa pegaram suas vidas
E você é a luz da noite...”

Uma coisa, eu me lembro, antes de eu cair ao chão...
Embora eu nunca tenha visto a face,
Um nome estava escrito no braço dele...

Amor pode ser como uma poesia de demônios, ou talvez
Deus ame uma complexa ironia?
O nome da família anunciado eu já tinha visto antes...
Escrito na porta da frente dela...

 “Silêncio na corte!”
Uma presença na sala, nós dois pudemos sentir,
O pai do filho não nascido dela e eu

Todos a bordo do Pérola Branca morreram,
Recifes da costa pegaram suas vidas
Enquanto eu era o guia da luz...
De volta a minha torre, corro corro corro
Luz está apagada, eu espero ver
Oceanos negros embaixo, cresçam e me engulam

Um passo vai me levar de volta para dentro, outros vêem o meu fim,
Ninguém pode amar o homem que guardou a luz
Que matou uma noite esperançosa, tantas vidas...
Olhos flamejantes eu preciso confrontar antes, eu estou declarado livre

Definir inocência é o inferno, depois de tudo que se passou...
Construir novas paredes dentro da minha noite eterna...
Embora eles tenham pego meu coração e secado-me
às vezes eu ainda sangro...

Mostre-me o caminho
A luz me mostrará o caminho nos terríveis  recifes
Muitos caminhos sem saída eu vejo
Nenhuma alma pode me salvar
O respeito que eu perdi, a medida de um homem...

10000 passos abaixo, ao redor e ao redor
Uma noite na cidade e eu saltei no inferno
Oceanos negros embaixo, cresçam e me engulam
Todos a bordo do Pérola Branca morreram
Recifes da costa vem reivindicar minha vida
Oceanos negros embaixo, cresçam e me engulam

Minha pequena torre, sele meu destino
Ajude-me a pagar, acabar com o ódio deles
Oceanos negros embaixo, cresçam e me engulam
Uma direção, baixo, baixo, baixo
Escura noite pela minha velha cidade
Oceanos negros embaixo, cresçam e me engulam


Eu, por meio disto, destinei o corpo para o fundo
Para ser transformado dentro da corrupção
Procurando pela ressurreição do corpo
Quando o mar deve desistir da morte dela
E a vida do mundo para vir, através de nosso Senhor
Amém

Felipe Castagna
Enviado por Felipe Castagna em 07/06/2009
Código do texto: T1635969
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Felipe Castagna
Armação de Búzios - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
64 textos (29901 leituras)
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Felipe Castagna