Ilusão

Era dia, eu não te via…

E sempre que me deitava…

Era noite, te pressentia…

E logo ,em meus sonhos, te encontrava

Perdia-me então em teu abraço,

Terno, robusto, tão avassalador…

Era meu ninho, meu regaço,

Meu anjo defensor

E teus beijos, ai esses ardentes beijos…

Loucos e doces como mel;

Impeliam-me a arrojados desejos,

Tal menina de bordel

Mas pela manhãzinha,

Á hora do sol levantar,

Vendo que estava sozinha,

Acabava sempre a chorar

Fátima Rodrigues

Fatima Rodrigues
Enviado por Fatima Rodrigues em 23/09/2009
Reeditado em 28/09/2009
Código do texto: T1827398
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