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ANÁGUA

lisieux
 
Debaixo dessa saia, escondida,
tal qual represa ou nascente d'água
está assim tão alva a minha anágua
engomada, cheirosa e delicada
 
É roupa antiga, que ninguém conhece...
alguns a chamam de peça de museu.
Mas sei que de encontro ao ventre meu,
ela modela o corpo e se oferece
 
A minha anágua, cheirando a lavanda
é como entrada, como uma varanda
que dá acesso à casa... uma janela...
 
E quando tu a tiras com presteza,
derrubas derradeira fortaleza
e tu encontras o céu debaixo dela.
 
 BH - 10.09.03
lisieux
Enviado por lisieux em 21/05/2005
Código do texto: T18534

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Sobre a autora
lisieux
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 65 anos
394 textos (14829 leituras)
3 e-livros (411 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/10/20 16:42)
lisieux