VOE! VOE! ACREDITE QUE É POESIA!

Ainda me lembro daquele certo dia,

quando pensei que mal algum faria

se a escrevesse com mais fantasia,

mas não me achei e faltou a magia.

Em você, um centavo, não apostaria,

pois nada de especial, ou bom eu via.

Sem luz, sem força, ou nada de valia.

Nenhum brilho nos olhos, se percebia.

Além da sua pose, meio que doentia,

achando que por querer, tudo podia,

desde o seu berço, que eu já sabia,

pois não demonstrava ter categoria.

Deus Pai, com bondade e sabedoria,

disse-me que decerto alguém a leria.

Que mesmo com toda sua fria apatia

haveria alguém que um dia, a amaria.

Agora, vejo o quanto você é sombria,

indigente, repetente e sem harmonia,

Cansativa, tal como um poeta previa,

sequer mostra alguma garra e alegria.

Você é um deboche, é safada e vadia!

Têm muita preguiça e nenhuma utopia.

Parada e calada, mas danada de sadia.

Vou lhe infectar da minha letal energia.

Quer partir? Como? Quando? Eu sabia!

Beba um pouco mais da minha euforia,

leve outro pedaço da minha nostalgia,

carregue daquilo que queira, à revelia.

Chega desta tão árdua e longa agonia.

Não se perca dentro da minha alegoria.

Voe! Voe! Finalmente é seu grande dia.

Vou chorar ao lhe dizer: Tchau Poesia!