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Cicatrizes

Maltrapilhos e morimbundos mundanos
Escravos da discórdia e da culpa
Bebem em taças de barro a sua usura
Chicoteiam a pele, sangram os panos

Envenenam pelo prazer do grito
Espantalhos soturnos e deletérios
Rasgam as vestes, ferem-se no mito
Por temerem as cicatrizes do monastério

Descem às chamas rubras, cínicos
Lentos se esvaem como chagas
Tragam as fragâncias da terra
Pútridos findam em desalento

Assim são os hominídeos:
Angústia sem fim!
Infelizes e doentes
Pois não sabem o que é a felicidade.

Humberto Matias de Amorim Sobrinho
Enviado por Humberto Matias de Amorim Sobrinho em 11/07/2006
Código do texto: T192046
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Humberto Matias de Amorim Sobrinho
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Matias de Amorim Sobrinho