Amor eterno!

Amor eterno!

A tarde já tem olhos de noite, e cansada se deita ao relvado esperando por estrelas e por um vento que lhe sopre as saias, que lhe arrepie o dorso, que lhe enrubesça as faces, que lhe roube um sorriso, que lhe faça feliz em meio aos cochichos do mar.

Á tarde tu és morna como a tarde, á noite ardes em teu próprio feitiço e uivas com as matilhas que passam encantada com a lua que já se desnuda no por vir, mais tarde me devoras em lânguidos gemidos, e pálida tal e qual a lua que nos espia declaras-me amor eterno!

Santaroza