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Paralelos

Angélica T. Almstadter
 
Dei-te meu olhos quando cruzamos o paralelo
Era noite, e tu estavas, tão belo;
Mas não houve manhã, depois da noite mal dormida,
Não havia meridianos pra te encontrar,
Não havia chãos, não havia eus, antes da partida.
Ficaram teus olhos nos meus; os meus contigo se foram,
Antes que o vento dobrasse a primeira esquina,
Antes que a curva da primeira saudade ondulasse;
Fizeram-se laços, a nossa surdina.
 
Colei nas paredes os versos que dei;
Apaguei a luz, enrolada em mim, adormeci.
Tua voz rangia sem rumo, pelas calçadas.
Alta se fez a noite... até onde eu não sei,
Acordei e não estavas mais ali,
Perdi o caminho das tuas pegadas...
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Faiz Almstadter em 24/05/2005
Código do texto: T19233
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 66 anos
1119 textos (65495 leituras)
25 áudios (3317 audições)
1 e-livros (254 leituras)
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Angélica Teresa  Faiz Almstadter