Diálogo

Numa conversa à tarde,

sinto o rosto da poesia.

Do breve sonoro alarde

que exprime a rebeldia.

As palavras soam

como o sino do acaso.

E os sentimentos se atordoam

ao meu lado.

O que escrevo

já não é memória.

Meu pensamento torna-se crivo

de uma história.

O diálogo funesto

que irrompa a sonora multidão.

Sou dois em pleno manifesto

do silêncio em nosso coração.

Rômulo Souza
Enviado por Rômulo Souza em 04/12/2009
Código do texto: T1959349
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.