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Valsa Brasiliense

Valsa brasiliense

Apaixonado, com o coração empenhado,
Em lhe dar amor
Como em flor
Cinco pétalas, sentimentos vários,
Ao brilho do seu encanto

Quantas vezes me chamaram de louco
Ao me viciar pouco a pouco
À doçura da sua voz
Ignorando o destino atroz
Da distância que não se sente

Dei tudo o que tinha
Nada o que meu coração negasse
Foi rejeitado, sempre resignado,
Ao amor multiplicado
E não dividido

Carreguei esse fardo
Esse sentimento vasto
Em dias efêmeros e noites eternas
Mergulhado nessa hipocrisia
Que um dia, após sempre,
Chamar-me-ia de meu amor

Viu o que tu fizeste?
E para mim, o que me deste?

Cansei-me de esperar
Perdi o trem da esperança
Na estação da tua dúvida
E na certeza do nada

Toquei a valsa brasiliense
Na sinfonia dos meus versos
Nos sons dos sopros divinos
Às palmas do teu silêncio

Tu fizeste um milagre,
Tu provocaste o meu pranto
Verdade cantada, saudade declarada,
E tu? Permaneceste calada?

A valsa brasiliense parou de tocar
Os sentimentos, somente meus,
Tão sós e sozinhos foram
Soluçando um último sopro de melancolia.

Daniel Pinheiro Lima Couto
05/06/06















 













Daniel Couto
Enviado por Daniel Couto em 23/07/2006
Código do texto: T200072


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Sobre o autor
Daniel Couto
Curitiba - Paraná - Brasil, 38 anos
113 textos (6826 leituras)
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Daniel Couto