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URTIGAS

Nunca falei de flores em meus poemas,
mas cocei-me com as urtigas,
mijei  em cima das pernas
e das palavras com ardor de mato.

Nunca contei às flores, em meus poemas,
do trivial banal de todas elas
sempre com jeito de mesmo cheiro
acostumadas a janelas desvirginadas.

Como poderia modificar o humano hábito de suar
e mostrar a todas as flores o cheiro da pura poesia?...

Elas estão fechadas,
irredutíveis, dentro de mim
caladas, desumanas e visíveis.
Elas estão incomodadas
pelo hálito da palavra agreste:
assim como as urtigas do mato.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 30/05/2005
Código do texto: T20920
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho