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A queda

Estranho não sentir-se preso a nada
Planejamentos padecem
É aquela velha idéia de uma segunda geração de românticos que volta a cabeça.
Meio falsa, sim, não estou apegado a ninguém
Até gostaria
Porém ainda há o desdém, principalmente pelo meu principio
Não restam vestígios de vontade para continuar
Exatamente agora não
Talvez tudo tenha sido em vão assim como as noites e as lágrimas
Possivelmente minha aparência engana, enganou, um dia não enganará mais
As palavras me descobrem, me desmascaram, estampam no meu rosto a minha real essência
E quando eu olho para elas, meu espelho metafórico, vejo ausências
Minhas, tão minhas que ofuscam o meu olho que sequer retrai
A profundidade desse contato me faz crer que meu eu passou
Reflexos de auto-defesa e sombras foi o que restou
O mundo é completamente substituível
Assim como eu.
M K
Enviado por M K em 08/06/2005
Código do texto: T22997


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Sobre o autor
M K
Curitiba - Paraná - Brasil, 36 anos
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