Tela em preto e branco

Vesperal outono

Pretensa primavera

Jardim suspenso

No meu universo de espera

Ar gélido a queimar-me a derme

Sem você...

E teu abraço que me aquece... Aqueceu

Minha brisa mais que suave,

E ao mesmo tempo

Meu vento de tempestade...

Paradoxo de minha existência

Meu motivo, minha carência...

Sem você...

Difícil existir meu sonho

Meu sentido, meu vínculo com a cor

Meu sexo, meu homem... Meu instante de amor

Sem você...

Sem viagem

Sem teu rosto iluminado de desejo

A transformar-me o corpo num porto seguro

Onde ancora teu barco a deriva.

Sem você...

Até a solidão não tem sentido

Pois tua imagem não me abandona

E meu olhar segue aflito

Em busca de te ver...

Sem você...

As sensações de entrega não vêem

E o despertar da paixão já não me domina o corpo

Sinto falta de teu cavalgar em mim

De o teu derramar desejo nas minhas entranhas mornas...

Que te dão passagem

Pois só assim sigo viagem ao delírio,

A vertigem

Ao paraíso...

O meu jardim tão sem cor

Inverno eterno... Sem você

Observadora
Enviado por Observadora em 21/07/2010
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