"Reflexão de uma rosa...”

As nuvens se espessam no céu azul embriagado de imensidão;

Elas são brancas e acinzentadas ocultando fiascos de raios de Sol;

Os sentimentos ferozes e iminentes de antemão;

Pregam a espada...

Na alma coruscada...

Que o cume vagueia pelas profundezas do coração.

Quão linda é uma rosa de sabonete e glíter!

Incólume ilusão da distância, mas que aos poucos vai se desfalecendo...

E quando se olha de perto, as pétalas fazem seu trajeto;

E quanto mais se elevam.. vão se contorcendo.

Passo a perceber as emanações cinzentas do glíter desgastado...

Como as nuvens que têm o Sol estático para ocultar;

É que a vida exímia com o passar dos anos estigmatiza;

Ocultando a beleza do olhar...

Eu era como uma flor que se abria!

Minha alma se revigorava com o engrandecimento pelas ausências;

Agora se inerva em manifestações sepulcrais...

Causadas pela presença;

E eu não percebia...

Que aquela nuvem atroz...

O Sol ela extinguia!

laripsyche
Enviado por laripsyche em 15/06/2005
Reeditado em 16/06/2005
Código do texto: T24875