Identidade 
 
ah, não sei de mim
quando me vejo agora,
com meu riso largo
que à toa aflora,
não sei como queria
mas sei tanto quanto deveria
de encantos adquiridos
e tormentos jogados fora;
sei do que deixei
sei do que perdi
sei do que sonhei
sei do que vivi
muito além da fortaleza,
minhas estranhas certezas
sei do amor que herdei
e do amor que aprendi
sei da ousadia,
batalha incansável
do dia a dia,
sei da liberdade
a infinita criatividade
e da família que construí
amalgama divino
por toda a eternidade
 
 

Para Fernanda

Foto de Glória Nunes - arquivo particular 
 

Ly Sabas
Enviado por Ly Sabas em 17/09/2010
Código do texto: T2504538
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