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Serenata


 

Que sonharia a moça

Que jazia solitária

Sobre a nua  alva cama?

Quem atentaria nela?

 

Parecia que dormia

 

Nem as estrelas saberiam

Nem a lua infiltrada

Pelas dobras da cortina

De nada se tem certeza

Quando se olha de fora

 

Dormiria a bela alva?

 

Uma estátua parecia

Na penumbra desmaiada

Por onde vaguearia

Ninguém nunca saberia

Só a via a madrugada

 

Desprezara a sua vida

Que a si mesma sobrava

Com uma adaga enterrada

Em pétalas rubras a rosa

Sobre o nu lençol da vida

Em sangue se desfolhava.

 

Lisboa, 27/1/2004

 

 

Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 27/01/2005
Código do texto: T2581
Classificação de conteúdo: seguro


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Maria Petronilho
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