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INTENÇÃO, JULGAMENTO E PREGUIÇA

Eu não tive a intenção!
O que isso quer dizer?
Não fez?
Claro que fez!
Então teve a intenção de, pelo menos, fazer!
Onde mora o perigo ou a graça?
Em fazer ou em querer fazer?
Querer é ficar latente, bombear o coração e alimentar a paixão.
Fazer é extrapolar, ir ao encontro e experimentar o novo.

Devo eu julgar a diferença?
Logo eu?
O que pesa mais?
O que tem mais importância?
A punição deve ser proporcional ao plano ou ao ato?
Deve-se punir o planejamento?
Sim, porque querer também é pecado.
E quando nada é planejado? Fica sem sentença?
Fica sem sentença.

O conformismo não é nenhum monstro. Já olhei ele nos olhos e ele me disse:
"Não é qualquer um que tem força para aceitar o que não pode ser mudado."
Então, sentar e esperar que alguma "coisa" (o tempo, por exemplo!) resolva tudo não é tão ruim assim. E essa atitude tem um nome: preguiça.
Pobre palavra...
Condenada ao mais baixo nível na competitividade dos tempos modernos.
Como assim, preguiça?
Como assim, deixar acontecer?
Como assim, não se preocupar?

Não teve a intenção?
Mas, fez! Claro que fez!
E agora?
Tenho preguiça de julgar.
Rafael Zanette
Enviado por Rafael Zanette em 20/06/2005
Reeditado em 07/07/2005
Código do texto: T26334


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Sobre o autor
Rafael Zanette
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil
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Rafael Zanette