O Desvendar de uma nova Vida!

Não era rocha, nem mesmo um forte,

pois se desfez na angustia de sua pouca sorte.

As palavras se tornaram vazias,

e os conselhos apenas ecos de um sonho de fantasias.

A montanha era alta, e o mar ia-se ao longe a tocar o céu,

os passos foram lentos e o embriagar do desalento como um véu.

De olhos fechados trilhei o caminho por ti aberto,

porem não vi que o abismo estava certo e tudo se tornou um imenso deserto.

O castelo se desmoronou sobre a verdade exposta,

e entre os ladrilhos de pedra se perdeu as lindas histórias contadas naquela enseada.

Seu desvendar apagou as lembranças,

e tudo que sobrou foi apenas as velhas esperanças.

Agora as matas virgens a minha frente me desperta o medo,

e com olhos bem abertos me esforço para não cair no desespero de não saber nada ao certo.

O despedaçar de uma meia vida é a dor da partida,

que sem olhar pra trás conciliou o amor a despedida.

Minha decepção não é maior que minhas verdades,

porém a ânsia que desfez meus sonhos em duras palavras de realidade confundiu essas verdades.

E hoje, o conciliar de uma nova vida é tão desesperador quanto a verdade de se estar sozinha.

Sabine
Enviado por Sabine em 24/11/2010
Reeditado em 19/05/2014
Código do texto: T2634019
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