AOS QUATRO VENTOS

Aos Quatro Ventos.

Guel Brasil

Daqui de onde nós estamos

Podemos ver o mundo,

Que cabe inteirinho

Dentro de uma tela;

Podemos até sentir

Os ventos minuanos,

Que leva o barco ao rumo certo

Quando lhes enchem as velas.

Daqui de onde nós estamos

Podemos vera vastidão,

Dos céus, do universo...

E vamos até o infinito;

Cavalgamos nos quatro ventos

Que sopra sem rumo certo,

E daqui podemos ver

Como tudo isso é tão bonito.

Daqui de onde nós estamos

Podemos ver o mar,

Com suas almas viventes

Pequenas, grandes, colossais;

Que ao seu modo diz aos homens

Que ainda há tempo,

De recompor a natureza

E salvar os animais.

Daqui de onde nós estamos

Podemos ver os riachos, os rios,

As florestas com toda a sua flora

Gemendo agonizante.

Dá até pra ouvirmos o som

Da moto-serra cortando,

O ultimo Pau-Brasil

Que tomba como um gigante.

Daqui de onde nós estamos

Podemos ver os Pataxós,

Os Carajás, os Xicrins,

Povos à beira da extinção;

Dando os seus últimos suspiros,

Num grito de agonia e dor,

Mortos pelas mãos dos homens brancos

Ávidos por riqueza e por destruição.

Daqui de onde nós estamos

Podemos ver a própria terra,

Fazendo seu apelo,

Dando seu gemido de agonia e dor;

Com suas feridas abertas,

Expostas, calcinadas pelo fogo,

Com seus riachos secos, rios imundos,

Dando morte ao seu “vil destruidor:”

.............................O HOMEM."!

Guel Brasil
Enviado por Guel Brasil em 06/08/2011
Código do texto: T3142737
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